7# ECONOMIA E NEGCIOS 22.4.15

     7#1 BRASIL DERRUBA OS LATINOS
     7#2 PARA ALIVIAR A CONTA DE LUZ

7#1 BRASIL DERRUBA OS LATINOS
Relatrio do FMI mostra que o PIB do Pas vai puxar para baixo a economia do continente e conclui que a corrupo  a me de todos os males nacionais
Por Luisa Purchio (luisapurchio@istoe.com.br)

Na manh da quinta-feira 16, Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetrio Internacional (FMI), deu aquele tipo de declarao que parece positiva, mas que, no fundo, tem um significado muito pior. Segundo Christine, a situao do Brasil deve melhorar no futuro, com a implementao de uma poltica fiscal sria. Depois, a chefe do FMI, que acabou se encontrando no mesmo dia com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi bem mais incisiva. Nem todo mundo vai mal, mas alguns pases esto desacelerando mais que outros, disse. O Brasil est estagnado e a previso  negativa neste ano. Na mesma semana, o FMI havia divulgado um relatrio que traa um cenrio desolador. Entre todas as economias latinas, a brasileira s no  to ineficiente quanto a venezuelana, que tem a maior inflao do mundo. Em 2015, o PIB do Brasil vai encolher mais at do que o argentino, que enfrenta os eternos problemas da moratria da dvida externa. Sob qualquer ngulo que se olhe, o relatrio do FMI  um desalento. O Mxico, dono de uma economia parecida com a brasileira, vai crescer 3% em 2015. At se comparada com as grandes potncias europeias, o PIB do Brasil perde de lavada. A Espanha avanar 2,5% neste ano. A Alemanha, 1,6%.

Alm de fazer projees, o relatrio do Fundo Monetrio analisa os fatores que afetam a sade financeira dos pases. No caso brasileiro, h uma novidade. O Brasil tem problemas que vo alm do macroeconmico, disse Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI. Tem o problema de corrupo que conhecemos e esperamos que seja solucionado. A corrupo afasta investidores, paralisa projetos empresariais, corri empregos, assusta o mercado. Quando ela caminha lado a lado com a ineficincia tcnica do governo, a situao fica realmente feia. Tivemos uma sequncia de erros quase inacreditvel na poltica econmica nos ltimos anos e estamos pagando um preo alto por isso, diz o economista Claudio Roberto Frischtak, presidente da consultoria Inter.B. No  preciso muito esforo para citar os equvocos do governo Dilma Rousseff. Gastos pblicos incompatveis com a arrecadao, descontrole inflacionrio e poltica estabanada de juros so alguns dos problemas visveis da atual gesto.

CRISE - Christine Lagarde, diretora do FMI, e o ministro Joaquim Levy, em encontro na quinta-feira 16: -O Brasil est estagnado-, disse ela

Os efeitos esto sendo colhidos agora. Na semana passada, saram os dados da balana comercial brasileira. Em 2014, o saldo ficou negativo em US$ 4 bilhes. O Brasil teve o pior desempenho entre 30 pases pesquisados. Enquanto as exportaes no mundo cresceram 1% no ano passado, as brasileiras caram 7%. O Pas vem recebendo nos ltimos meses uma onda massacrante de indicadores ruins. H alguns dias o IBGE divulgou os resultados do varejo para o ms de fevereiro. As vendas diminuram 3,1% em relao ao mesmo ms do ano passado. Foi a maior queda em 14 anos.

Desde que assumiu o ministrio da Fazenda, Joaquim Levy vem batendo na mesma tecla. A sada, segundo ele,  uma s: a aprovao integral do ajuste fiscal. O relatrio do FMI chama a ateno para que a gente conclua o ajuste fiscal o mais rpido possvel e tenhamos confiana para voltar a crescer, disse ele aps a divulgao do documento e pouco antes de se com encontrar Christine Lagarde, do FMI. Acertar as contas pblicas, porm,  um trabalho longo e cheio de obstculos. A presidente Dilma enfrenta uma enorme fragilidade poltica e no sabemos para onde o Congresso est indo, diz o economista Claudio Frischtak, da Inter.B. Enquanto a soluo no vem, o Brasil provavelmente vai continuar dando vexame nos rankings internacionais.


7#2 PARA ALIVIAR A CONTA DE LUZ
A troca de eletrodomsticos pode gerar uma economia anual de quase R$ 3 mil no gasto de energia
Luisa Purchio (luisapurchio@istoe.com.br)

Os brasileiros esto recebendo a conta de luz no escuro  nunca sabem com qual valor ela vir, s sabem que  sempre para cima. Em So Paulo, por exemplo, no primeiro trimestre a tarifa subiu 48,2% e no  diferente em demais pontos do Pas. Ao consumidor s resta economizar, e uma sugesto vem do levantamento feito pelo Inmetro a pedido de ISTO: ele revela que  possvel poupar quase R$ 3 mil no perodo de um ano substituindo eletrodomsticos antigos por aparelhos atuais que despendem menos energia. Com uma geladeira nova so ganhos 70% de eletricidade se comparada a que foi fabricada h dez anos, diz Alfredo Lobo, diretor de Avaliao da Conformidade do Inmetro. E com tal economia na conta, em pouco tempo paga-se aquilo que se gastou com novo eletrodomstico.

